terça-feira, 21 de agosto de 2007

1ª Bienal Brasileira de Design e 8ª Bienal da ADG

Design gráfico e de produto
Um Olhar sobre a História do Design Brasileiro, décadas de 1920 e 1940. Destaque para as peças criadas por Warchavchik para a Casa Modernista





Mostras apresentam história e tendências do design brasileiro

O design brasileiro foi um dos protagonistas do cenário cultural paulistano no mês de julho. Duas mostras, em especial - a estreante Bienal Brasileira de Design e a veterana Bienal da Associação dos Designers Gráficos -, colocaram em análise boa parte da nossa história, tradição, modernidade, excelência e traços distintivos na área. Durante as cerimônias de abertura dos eventos, Fábio Magalhães, da Secretaria da Cultura do estado de São Paulo, enfatizou: “O design brasileiro tem identidade própria”.
Frente à maturidade e à abrangência da oitava edição da bienal da Associação dos Designers Gráficos, Magalhães comentou: “A nova visualidade aqui exposta não é conseqüência da tecnologia, mas sua causa”. A frase traz implícitas as idéias de atualização, domínio formal e tecnológico, e ainda de boa qualidade e diversidade do recente desenho brasileiro. Ou seja, os mais de 300 trabalhos selecionados para a exposição no Memorial da América Latina, entre 2,1 mil inscritos, são sintomáticos da análise feita pela atual diretoria da ADG sobre a produção contemporânea nacional: “O design se especializa em níveis antes inimagináveis. Há 50 anos (…) designer era visto como um profissional completo, capacitado para resolver questões de comunicação no sentido mais amplo dapalavra. Mas será que esse perfil se desintegrou na nova onda de design especializado?”.
Sim e não, porque, embora os trabalhos pertençam a universos específicos e as estratégias de comunicação objetivas, em 2006 uma comissão de curadoria propôs a reflexão sobre caminhos e tendências através de nova forma de exposição. Entrou em cena o agrupamento por temas, no lugar da reunião por tipos de projeto, por categorias, “que é eficiente para mostrar os diferentes desafios que o profissional pode enfrentar, mas que, sob pena de se tornar uma grande vitrine, não reflete sobre os próprios trabalhos”, declara André Stolarski, um dos curadores. “É uma tentativa de resgate, de explicitar para o público que a atuação do designer é plena, completa, global, e não apenas técnica e secionada”, assinalou a diretoria da instituição, no texto de abertura da mostra.
Os temas correspondem a 12 núcleos, ou seja, a pelo menos 12 comportamentos e linguagens que os curadores Stolarski, Bruno Porto, Fernanda Martins e Marco Aurélio Kato identificaram em comum nos 307 projetos da bienal da ADG.





A marca da Bienal Brasileira de Design foi criada pela equipe do escritório Gad


Cartazes da Osesp (Kiko Farkas)



Sinalização do Complexo da Pampulha (Hardy Design, A&M e GPA&A

Nos setores Nosso Saber Fazer e UmOlhar sobre a História do Design Brasileiro,a curadora Joice Joppert Leal apresentouexemplos contemporâneos de produtos queutilizam técnicas artesanais, assim como asvárias gerações pioneiras do desenho nacional.Os segmentos sobre as décadas de 1920 e1940 reuniram, entre outras, peças criadaspor Warchavchik, Joaquim Tenreiro e Fláviode Carvalho; na década de 1950, Geraldo deBarros, grupo Branco e Preto, José ZanineCaldas; anos 1960, Lívio Levi e Jorge Zalszupin;anos 1970, a iniciativa de José Mindlinde criar o Núcleo de Desenho Industrial (NDI),além do surgimento de escritórios e agênciasde grande porte; década de 1980, peças deFúlvio Nanni Júnior, Maurício Azeredo, CarlosMotta e Sergio Rodrigues.O andar superior da Oca recebeu a ProduçãoAtual do Design, que teve curadoria deMarili Brandão. A designer agrupou projetossegundo funções e intenções comuns, nosseguintes segmentos: Design para MelhoriaSocial e Ambiental; Design para Uso Público;Design para Iluminação; Produção em PequenaSérie; Projetos Internacionais; e Produçãoem Grande Série. Também integraram a bienalos painéis Aspectos Tecnológicos e DesignVisual, organizados, respectivamente, porZoraida Viotti e Chico Homem de Melo.A 1ª Bienal Brasileira de Design, promovidapelo Ministério do Desenvolvimento,Indústria e Comércio Exterior e pelo MovimentoBrasil Competitivo, teve José Mindlincomo presidente de honra e Fábio Magalhãescomo curador geral.
Texto resumido a partir de reportagem de Evelise GrunowPublicada originalmente em PROJETODESIGN Edição 318 Agosto de 2006

Texto resumido a partir de reportagem de Evelise GrunowPublicada originalmente em PROJETODESIGN Edição 318 Agosto de 2006


Amrik - Presença árabe na América do Sul (Wagner Alves)


CD Eletrola de miriti - (Lu Guedes)


Mostra Favelité - (Paula Delecave)

CD Tudo de novo novamente - (Estúdio Crop, L. A. Salgado)

Marca Art Café (Set Comunicação)

Coleção Enrique Vila-Matas - (Kiko Farkas)

Ambientação Uranus 2 - (Ronia Design)

Identidade visual da Braskem - (Keenwork Design)

Participaram da bienal da ADG 30 trabalhos acadêmicos, como “Registros gráficos na sola do calçado” (Juliana Amaral e Ricardo do Valle, Centro Universitário Positivo, sob orientação de Renato Antônio Bertão)

Vinheta do MTV VMB 2005 - (Fernando Leal)

Coleção Paidéia (Rex Design)

Espaço Nosso Saber Fazer, na 1ª Bienal Brasileira de Design - Foto Rogério Lorenzoni

Produção em Pequena Série - Fotos Rogério Lorenzoni

A 1ª Bienal Brasileira de Design apresentou a mostra especial Charlotte Perriand, com peças do acervo do Museu Georges Pompidou, de Paris.

Design para Melhoria Social e Ambiental

Charlotte trabalhou no escritório de Le Corbusier, com quem desenvolveu móveis tubulares e projetos de interiores

Design para Melhoria Social e Ambiental

Projetos Internacionais

Um Olhar sobre a História do Design Brasileiro, década de 1950 - Fotos Rogério Lorenzoni

Um Olhar sobre a História do Design Brasileiro, década de 1980

Espaço Design Visual

2 comentários:

Daniel Confortin disse...

Marcos! SHOW DE BOLA! Tinha lido uma reportagem na Projeto sobre a bienal e, na época, acompanhado o desenvolvimento do evento. Ótima referência para saber o que está acontecendo no design nacional e internacional! Parabéns!

Daniel Confortin disse...

Ah! Ficou muito bem formatado também =)